quinta-feira, 8 de novembro de 2012

“Direitos humanos para humanos direitos”


Crônica

08.11.2012 16:23

“Direitos humanos para humanos direitos”

Almeidinha era o sujeito inventado pelos amigos de faculdade para personalizar tudo o que não queríamos nos transformar ao longo dos anos. A projeção era a de um cidadão médio: resmungão em casa, satisfeito com o emprego na “firma” e à espera da aposentadoria para poder tomar banho, colocar pijama às quatro da tarde, assistir ao Datena e reclamar da janta preparada pela esposa. O Almeidinha é aquele sujeito capaz de rir de qualquer piada de português, negro, gay e loira. Que guarda revistas pornográficas no armário, baba nas pernas da vizinha desquitada (é assim que ele fala) mas implica quando a filha coloca um vestido mais curto. Que não perde a chance de dizer o quanto a esposa (ele chama de “patroa”) engordou desde o casamento.
O Almeidinha, ativista virtual e cidadão de bem.
O Almeidinha, para nosso espanto, está hoje em toda parte. Multiplicou-se em proporção geométrica e, com os anos, se modernizou. O sujeito que montava no carro no fim de semana e levava a família para ir ao jardim zoológico dar pipoca aos macacos (apesar das placas de proibição) sucumbiu ao sinal dos tempos e aderiu à internet. Virou um militante das correntes de e-mail com alertas sobre o perigo comunista, as contas no exterior do ex-presidente, os planos do Congresso para acabar com o 13º salário. Depois foi para o Orkut. Depois para o Facebook. Ali encontrou os amigos da firma que todos os dias o lembram dos perigos de se viver num mundo sem valores familiares. O Almeidinha presta serviços humanitários ao compartilhar alarmes sobre privacidade na rede, homenagens a pessoas doentes e fotos de crianças deformadas. O Almeidinha também distribui bons dias aos amigos com piadas sobre o Verdão (“estude para o vestibular porque vai cair…hihihii”) e mensagens motivacionais. A favorita é aquela sobre amar as pessoas como se não houvesse amanhã, que ele jura ser do Cazuza mas chegou a ele como Caio Fernandes (sic) Abreu.
O Almeidinha gosta também de se posicionar sobre os assuntos que causam comoção. Para ele, a atual onda de violência em São Paulo só acontece porque os pobres, para ele potenciais criminosos (seja assassino ou ladrão de galinha) têm direitos demais. O Almeidinha tem um lema: “Direitos Humanos para Humanos Direitos”. Aliás, é ouvir essa expressão, que ele não sabe definir muito bem, e o Almeidinha boa praça e inofensivo da vizinhança se transforma. “Lógica da criminalidade”, “superlotação de presídios”, “sindicato do crime”, “enfrentamento”, “uso excessivo da força”, para ele, é conversa de intelectual. E se tem uma coisa que o Almeidinha detesta mais que o Lula ou o Mano Menezes (sempre nesta ordem) é intelectual. O Almeidinha tem pavor. Tivesse duas bombas eram dois endereços certos: a favela e a USP. A favela porque ele acredita no governador Sergio Cabral quando ele fala em fábrica de marginais. A USP porque está cansado de trabalhar para pagar a conta de gente que não tem nada a fazer a não ser promover greves, invasões, protestos e espalhar palavras difíceis. O Almeidinha vota no primeiro candidato que propuser esterilizar a fábrica de marginal e a construção de um estacionamento no lugar da universidade pública.
Uma metralhadora na mão do Almeidinha e não sobraria vagabundo na Terra. (O Almeidinha até fala baixo para não ser repreendido pela “patroa”, mas se alguém falar ao ouvido dele que “Hitler não estava assim tão errado” ganha um amigo para o resto da vida).
A cólera, que o fazia acordar condenando o mundo pela manhã, está agora controlada graças aos remédios. O Almeidinha evoluiu muito desde então. Embora desconfiado, o Almeidinha anda numas, por exemplo, de que agora as coisas estão entrando nos eixos porque os políticos – para ele a representação de tudo o que o impediu de ter uma casa na praia – estão indo para a cadeia. Ele não entende uma palavra do que diz o tal do Joaquim Barbosa, mas já reservou espaço para um pôster do ministro do Supremo ao lado do cartaz do Luciano Huck (“cara bom, ajuda as pessoas”) e do Rafinha Bastos (“ele sim tem coragem de falar a verdade”). O Almeidinha não teve colegas negros na escola nem na faculdade, mas ele acha que o exemplo de Barbosa e do presidente Barack Obama é prova inequívoca de que o sistema de cotas é uma medida populista. É o que dizia o “meme” que ele espalhou no Facebook com o argumento de que, na escravidão, o tráfico de escravos tinha participação dos africanos. Por isso, quando o assunto encrespa, ele costuma recorrer ao “nada contra, até tenho amigos de cor (é assim que ele fala), mas muitos deles têm preconceitos contra eles mesmos”.
O Almeidinha costuma repetir também que os pobres é que não se ajudam. Vê o caso da empregada, que achou pouco ganhar vinte reais por dia para lavar suas cuecas e preferiu voltar a estudar. Culpa do Bolsa Família, ele diz, esse instrumento eleitoral que leva todos os nordestinos, descendentes de nordestinos e simpatizantes de nordestinos a votar com medo de perder a boquinha. Em tempo: o filho do Almeidinha tem quase 30 anos e nunca trabalhou. Falta de oportunidade, diz o Almeidinha, só porque o filho não tem pistolão. Vagabundo é outra coisa. Outra cor. Como o pai, o filho do Almeidinha detesta qualquer tipo de bolsa governamental. A bolsa-gasolina que recebe do pai, garante, é outra coisa. Não mexe com recurso público. (O Almeidinha não conta pra ninguém, mas liga todo dia, duas vezes por dia, para o primo de um conhecido instalado na prefeitura para saber se não tem uma boca de assessor para o filho em algum gabinete).
O filho do Almeidinha também é ativista virtual. Curte PlayStation, as sacadas do Willy Wonka, frases sobre erros de gramática do Enem, frases sobre o frio, sobre o que comer no almoço e sobre as bebedeiras com os moleques no fim de semana (segue a página de oito marcas de cerveja). Compartilha vídeos de propagandas de carro e fotos de mulheres barrigudas e sem dentes na praia. Riu até doer a barriga com a página das barangas. Detesta política – ele não passa um dia sem lembrar a eleição do Tiririca para dizer que só tem palhaço em Brasília. E se sente vingado toda vez que alguém do CQC faz “lero-lero” na frente do Congresso. Acha todos eles uns caras fodásticos (é assim que ele fala). Talvez até mais que o Arnaldo Jabor. Pensa em votar com nariz de palhaço na próxima eleição (pensa em fazer isso até que o voto deixe de ser obrigatório e ele possa aproveitar o domingo no videogame). Até lá, vai seguir destruindo placas e cavaletes que atrapalham suas andanças pela cidade.
Como o pai, o filho do Almeidinha tem respostas e certezas para tudo. Não viveu na ditadura, mas morre de saudade dos tempos em que as coisas funcionavam. Espera ansioso um plebiscito para introduzir de vez a pena de morte (a única solução para a malandragem) e reduzir a maioridade penal até o dia em que se poderá levar bebês de oito meses para a cadeia. Quer um plebiscito também para acabar com a Marcha das Vadias. O que é bonito, para ele, é para se ver. E se tocar. E ninguém ouve cantada se não provoca (a favorita dele é “hoje não é seu aniversário mas você está de parabéns, sua linda”. Fala isso com os amigos e sai em disparada no carro do pai. O filho do Almeidinha era “O” zoão da turma na facul).
Pai e filho estão cada vez mais parecidos. O pai já joga Playstation e o menino de 30 anos já fala sobre a decadência dos costumes. Para tudo têm uma sentença: “Ê, Brasil”. Almeidinha pai e Almeidinha filho têm admiração similar ao estilo civilizado de vida europeu. Não passam um dia sem dizer que a vida, deles e da humanidade em geral, seria melhor se o país fosse dividido entre o Brasil do Sul e o Brasil do Norte. Quando esse dia chegar, garantem, o Brasil enfim será o país do presente e não do futuro. Um país à imagem e semelhança de um Almeidinha.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

"Ominia tempus habent" (tudo tem seu tempo!)./// Ser o defunto mais rico do cemitério não é o que mais importa para mim. ( melhor frase que li hoje)

Os 30 conselhos pra vida:



Porque as coisas que realmente importam, são as mais simples:
1. O nosso maior problema na vida é que ninguém tem nada a ver com os nossos problemas.
2. Tempo é precioso. Pare de assistir a séries ou novelas na TV.
3. Nunca recuse um chiclete de menta.
4. É possível reconhecer o nível de educação de uma pessoa pela forma com que ela trata o faxineiro.
5. Nunca diga a uma mulher que está terminando um relacionamento porque ela engordou. Mesmo se for verdade.
6. Alongue-se. Aprenda com os cachorros.
7. Corajoso não é aquele que não tem medo – é aquele que enfrenta o medo.
8. Se quer conhecer alguém de verdade, leve-o para viajar.
9. A felicidade sentida com a compra de um carro novo dura poucos dias. Pense nisso quando for investir toda sua grana em um.
10. Nunca mexa na bolsa de uma mulher.
11. Se você gasta a maior parte das suas horas num trabalho que não gosta, e outras tantas no trânsito, então você precisa rever seus conceitos. Rápido.
12. Pare de reclamar dos seus problemas. Faça algo para solucioná-los em vez disso.
13. Esqueça os conselhos dos filmes pornô – toda mulher goza pela mente.
14. Para ganhar muito dinheiro, é preciso abdicar do seu tempo. Escolha qual caminho te faz mas feliz.
15. Entre no mar sempre que tiver a chance de fazê-lo.
16. Filhos nem sempre trazem felicidade.
17. O que você fala não significa nada. O que você faz é o que realmente conta.
18. Dinheiro é somente uma invenção humana. Certifique-se se realmente quer virar escravo de algo que não existe.
19. A vida é curta demais pra dispensar a sobremesa.
20. Independente da situação ser muito boa ou muito ruim, ela vai mudar em algum momento.
21. Aprenda a identificar o canto dos pássaros e você nunca estará sozinho de novo.
22. Só porque uma pessoa sente saudades de você, não significa que ela está voltando. Sentir saudade faz parte do partir pra outra.
23. Erre rápido e barato.
24. Pra algumas coisas na vida, há somente uma chance. Não a perca.
25. Não empreste seus livros preferidos. Ele não voltarão.
26. O que te separa do seu sonho é somente o salto. Pule.
27. Não gaste tempo tentando convencer alguém a te amar. Parta pra próxima.
28. Não force seu filho a gostar de química ou física. Há poucas chances dele precisar disso na vida.
29. Corte seu cabelo de uma forma que você vai se arrepender. O que não te mata, te fortalece.
30. Se você, diariamente, tem vontade de mandar seu chefe pastar, faça-o finalmente. Sentimentos ruins guardados causam câncer.

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Para estimular a glândula pineal

órgão é considerado o terceiro olho


Como havia prometido na semana passada aqui vão algumas informações tiradas do livro de Heloisa Bernardes, “De Olho na Saúde”, sobre como estimular a glândula pineal. A pineal, ou terceiro olho, vibra a cada palavra falada. Descobriu-se que 52 sons essenciais formam a matriz básica a partir da qual são formados todos os sons falados. Cada um desses sons tem um centro de origem e de vibração específicos dentro do organismo humano. Quando adormecida, a pineal pode ser estimulada através de certas vibrações sonoras.


Entenda a importância do terceiro olho


O som grave estimula a glândula. Os sons produzidos em uma conversa genérica também estimulam a pineal. Reza ou pronunciar palavras desconexas, como mantras, em tom grave também possuem esse efeito. Com esse objetivo, os monges tibetanos ensinam uma espécie de modulação que torna a voz mais grave e eficaz. Eles passam horas cantando em uníssono neste registro grave. Para eles, o importante não é propriamente o canto ou o significado das palavras e sim a vibração da voz e seu efeito nas sete glândulas.

Esses monges ficaram famosos e passaram a ser admirados pelos budistas e musicólogos ocidentais devido a sua capacidade extraordinária de entoar tons mais graves. Ao contrário de muitas técnicas, os exercícios e mantras não exigem que você mude de estilo de vida, de visão de mundo, nem de religião. Eles podem ser praticados estritamente como uma forma de exercício. 

Na antiga tradição da Índia, o chacra do terceiro olho é o responsável pelo desenvolvimento da espiritualidade, clarividência e criatividade. Esses três itens já são argumentos suficientes para a gente começar a colocar em prática essas sabedorias milenares. Você não acha?

Patricya Travassos escreve todas as quintas no site do GNT





Foto: #autoajudadodia por Carla G. Farias
Instagram: @carlagfarias
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 “E eu era mulher feita de flores, mas a vida

 exigiu um pouco mais de mim, agora sou 

mulher de Aço.” Pe Fábio de Melo


╰☆╮Não importa o quanto você tentou e deu errado, não importa o quanto você confiou e quebrou a cara, não importa quantas vezes seu coração foi partido... As coisas simplesmente acontecem! Para cada lágrima que você derramar hoje, vão ter duas gargalhadas de perder o ar amanhã, algumas pessoas vão te amar pelo que você é, e outras, vão te odiar pelo mesmo motivo... Acostume-se.


Momento minha moda !
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Tem gente que compra carro divide de um milhão de prestações, passa fome e acha que é rico...
Só pra CAUSAR(kkk) sabe...Alguns, nem todos...
Lembrando que a maioria das generalizações são burras, nem todas galerêê...

Pobreza de espírito!!!

Tem gente que precisa de RIQUEZA ESPIRITUAL .....